É comum ouvir falar que o uso crônico de laxantes gera dependência e/ou tolerância e que estes fenômenos seriam secundários a um dano direto ao colón ou a um mecanismo adaptativo contrario ao efeito sobre a motilidade ou a secreção.
Quando os estudos avaliam este assunto observa-se que este aspecto ocorre principalmente em pacientes que sofrem de prisão de ventre com transito lento. Estudos avaliando especificamente o bisacodil quando utilizado por períodos de 2 a 34 anos este efeito não foi observado. O mesmo aconteceu com estudo realizado com o picosulfato.
O que se discute é se, no caso de tolerância, esta representa efetivamente um fenômeno relacionado ao uso do medicamento ou, na realidade, um agravamento da doença, já que em alguns casos a pessoa trocou de laxante e ainda assim não obteve o efeito desejado.
Publicação original:
American Journal of Gastroenterology |